The Chronicles of Riddick: Assault on Dark Athena – PC,X360,PS3 (versão testada)
The Chronicles of Riddick: Escape from Butcher Bay foi um excelente jogo para a Xbox, tão bom que até teve direito a receber uma edição Director’s Cut exclusivamente para PC, versão que tinha uns poucos extras cosméticos como novos pacotes de cigarros para coleccionar, maiores resoluções de vídeo e umas secçõezinhas onde Riddick (protagonizado por Vin Diesel, tanto em voz como aspecto) podia pilotar um mech e rebentar com os tantos guardas que se viram sempre melhor armados que ele.
Surpreendemente, o jogo não foi só considerado como um jogo licenciado de cinco estrelas como também o jogo que superou a qualidade do filme que inspirou a sua criação.
Este ano, a Starbreeze em conjunto com a Atari (depois da Activision Blizzard cortar à Starbreeze os investimentos no jogo) decidiu recriar o jogo (no mesmo estilo de processo que os filmes VHS sofriam quando transitavam para o DVD) em diversos aspectos, o mais notável deles todos sendo a campanha Butcher Bay com fortes melhoramentos gráficos e todo o conteúdo da edição Director’s Cut, assim como a inclusão de uma nova história e campanha que serve de continuidade para o enredo de Butcher Bay chamada Assault on Dark Athena. Apesar de conter ambas as histórias, o jogo apenas se chama The Chronicles of Riddick: Assault on Dark Athena.
O “novo” jogo de Riddick está exactamente igual ao original nos aspectos de jogabilidade, muito do jogo continua a ter um grande foco na acção furtiva e no combate corpo a corpo, no entanto, sinto que esta sofreu uns problemas relativamente à versão original, nomeadamente a nível do combate corpo a corpo. Anteriormente, era possível realizar diversos combos num adversário sem qualquer problema, mas sinto que isso não permaneceu tanto no novo Butcher Bay como em Dark Athena, o sistema de combate continua a ser bem realizado, mas sente-se mais solto que no anterior e é muito fácil o jogador desviar Riddick por acidente durante este processo. Apesar disso, os combates continuam a ser justos e com balanço.
Curiosamente, achei que a acção furtiva aqui ficou de um certo modo melhor adaptada que no jogo anterior, os
comandos por exemplo dão melhor resposta quando tentamos atacar um inimigo nas costas, mas infelizmente, não consegui fazer melhor devido à inteligência artificial exageradamente bem desenvolvida em comparação com o jogo anterior. Os inimigos desviam-se constantemente dos projécteis que lhes são enviados e isso em si é frustrante não só pelo facto de ser um desperdício de munição mas também um factor que só por si torna o jogo mais irritante que divertido lá mais para os checkpoints finais, e esta situação torna-se mais agravante na campanha Dark Athena em particular. Por fim, o último problema, os inimigos em geral conseguem aperceber-se de Riddick numa zona sem sombra (zonas propicias ao stealth) mesmo que ele esteja demasiado longe dos seus campos de visão ou num espaço muito oculto.
Problemas à parte, o jogo continua a ser competente naquilo que faz, e o elemento furtivo, apesar de ter os seus problemas, continua a ser um dos pontos fortes do jogo, pois aqui não é só matar para avançar, é matar os nossos inimigos e saber ocultar os seus cadáveres de uma forma estrategicamente organizada para evitar alertas e conservar energia o máximo possível, pois as estações médicas são escassas e a maquinaria necessária para aumentar o máximo da energia surge apenas em raras ocasiões. Os pacotes de cigarrinhos continuam lá para ser coleccionados assim como bounty cards na campanha Dark Athena (estes também com descrições dispostas a colocar a boa disposição na cara de um jogador) e as side-quests, que, apesar de em alguns casos continuarem a ser algo rudimentares, entretêm bastante. Temos também as secções de jogo extra de Director’s Cut em Butcher Bay onde Riddick pilota um mech como já referi, estas são bastante satisfatórias para limpar o sebo aos guardas que se viram sempre avantajados em relação a Riddick.
Este jogo continua a ser muito variado nas suas transições de jogabilidade, outro ponto forte seu, umas vezes joga-se de uma forma cuidada (stealth), outras mais em descontracção (side-quests), de uma forma mais casualmente comum (combates corpo a corpo e gunfighting) e com entusiasmo e adrenalina (pilotagem de mechs). O sistema de troféus da PlayStation 3 marca aqui a sua presença como era de esperar, o acrescenta muito replay value ao jogo.
Os gráficos do jogo em geral estão muito bons, tanto sem comparação directa como em relação ao jogo original, todo o espírito, sensação imersiva e cyberpunk da prisão continua lá e os personagens estão bem mais detalhados que anteriormente, no entanto, existem muitos jaggies e algumas texturas se encontram abatidas ou embaciadas, algo um bocado triste dado que o jogo possui uma excelente apresentação gráfica e direcção artística. A campanha Dark Athena tem uns ambientes mais enfadonhos e não suscita nada particularmente entusiasmante dentro da minha imaginação, a nave em si tanto por fora como por dentro está muito bem-feita, mas não é algo que não tenha visto em jogos como Prey ou melhorado em Dead Space.
O som continua a ser para mim o ponto fulcral da representação cinematográfica que o jogo pretende exibir, o voice-
acting é simplesmente fantástico (especialmente as actuações de Vin Diesel) e a banda sonora tem os seus momentos bombásticos e cheios de adrenalina, nomeadamente em situação de fuga ou combate. Os efeitos sonoros são realistas e tão bem representados como as vozes, fazem com que tudo pareça bastante real no jogo.
Os fãs hardcore do primeiro lançamento do jogo (Xbox) ou reedição (Director’s Cut) podem ver-se um bocado decepcionados com Riddick: Assault on Dark Athena, é um jogo que melhora em diversos aspectos, mas também consegue piorar alguns, no entanto, continua a merecer mérito pelo que é e continua ser o jogo estupendo do passado mas agora para uma audiência mais ampla (dado que o jogo se tornou multi-plataforma), e na minha sincera opinião, ter o episódio Butcher Bay mais a sua continuidade Dark Athena num só disco fazem com que esta seja a versão definitiva a arranjar do jogo de Riddick.
8 — Recomendado





















Tenho de arranjar isto. Só me falta mesmo o jogo para ter experimentado todas as aventuras de Riddick.
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