StarWars – Clone Wars: Republic Heroes
Ponto assente é que isto não é nenhum The Force Unleashed. A sofisticação desse jogo, tanto estética como em termos de mecânica, perdeu-se naquilo que é, ostensivamente, um jogo baseado num desenho animado. E sim, eu também senti esse cinismo que estão a sentir neste momento. Mas Republic Heroes impressionou-me de outras formas. Não por ser um jogo muito bem feito, longe disso.
É dos jogos com aspecto mais inacabado que joguei nos últimos meses. Os controlos são muito soltos, e muitos dos movimentos dependem de onde a nossa personagem se encontra em relação ao inimigo. Infelizmente isto não funciona muito bem quando o ecrã está cheio de inimigos e há muitos buracos onde uma queda significa a morte. As secções de plataformas são esquizofrénicas – alguns saltos são “assistidos” (pensem na direcção assistida de um carro aplicado a um jogo de plataformas) mas outros não. Às vezes quando eu dava um salto normal a “força” conduzia o meuJedi suavemente até à próxima plataforma, mas se eu desse um salto duplo (que supostamente tem maior alcance) o meu pobre Jedi lá caía para um abismo sem fundo.
A genialidade do jogo é que nada disto importa ou se torna frustrante, porque morrer não interessa. Como as vidas são infinitas e um checkpoint nunca está a mais de dois ecrãs de distância, morrer nunca se traduz em mais do que alguns segundos perdidos. A morte em combate ainda é menos significante, reaparecemos quase imediatamente depois de morrer, prontos para continuar a travar uma guerra de atrito contra os inimigos de serviço.
Se isto desaponta os jogadores veteranos, a verdade é que torna um jogo que, devido aos seus defeitos, normalmente seria frustrante, num passeio agradável pelo excepcional e colorido imaginário do universo de StarWars. Inteiramente desenhado para ser jogado em cooperação com um segundo jogador, é um dos melhores jogos que conheço para ser jogado entre pais e filhos, ou com um irmão mais novo. As vidas infinitas e generosa regeneração de vida significa que os pais mais ineptos, ou os miúdos mais pequenos, não tornam o jogo impossível para o mais experiente do par
Querer que Republic Heroes seja um jogo “a sério” seria um bocado de egoísmo (e elitismo) da minha parte. Já há montes de jogos parta jogadores veteranos a ser lançados nestes meses que precedem o Natal. Republic Heroes não pretende ser um destes, antes segue a tradição daquilo que é o cerne da saga StarWars: divertimento leve para toda a família. E neste contexto, a sua maior falha é não estar dobrado em português.
Bom
StarWars – Clone Wars: Republic Heroes é produzido pela LucasArts e publicado pela Activision. É distribuído em Portugal pela Ecofilmes, para todas as plataformas.
Sobre o autor: Luís Magalhães é o editor-chefe da ENE3, escreve sobre jogos há 7 anos e ainda consegue gostar deles. Podem contactá-lo em luis.falcao.magalhaes ARROBA hotmail PONTO com.
















Este jogo está bom? mate, precisas de oculos..
É um bom jogo, tal como descrito na análise, porque é divertido, e é ideal para jogar com a familia.
Eu não acho que um jogo tenha que ter grandes gráficos ou uma jogabilidade inovadora para ser bom. Têm que haver jogos diferentes para pessoas diferentes, e apesar de ter as suas falhas, este jogo oferece um tipo de experiência que tem algum mérito.
Pode é não ser um jogo para ti, e espero que isso tenha ficado claro quando leste a análise.
E já uso óculos, vejo perfeitamente.
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