Dynasty Warriors: Strikeforce
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Ter, 16/03/10 – 14:28 | No Comment

Dynasty Warriors já é uma serie com a sua idade. Começou a sua vida como um jogo de luta na velhinha PlayStation, e evoluiu depois para um beat em up ligeiramente estratégico com combate feito …

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Star Trek: Online – Primeiras Impressões

Submitted by Tiago Mendonça Fernandes on Quarta-feira, 3 Fevereiro 2010No Comment
Quando aceitei escrever estas impressões, verdade seja dita que as minhas expectativas para este jogo eram particularmente baixas. Tinha visto o trailer, tinha lido informações espalhadas por essa internet fora e, inevitavelmente, tinha feito comparações entre o que existe disponível nos MMOs actuais e o que possivelmente seria de esperar. Por isso mesmo, agarrei a oportunidade de confirmar ou destruir os meus receios.

Após umas tantas (várias) horas de processo de patch, processo normal para quem já participou em betas, lá me consegui atirar de cabeça para o jogo. Apesar de este não gostar particularmente das drivers da minha placa gráfica, atirando-me com avisos para actualizar os mesmos, lá me apareceu o ecrã inicial.

Desde este ponto inicial que a Cryptic nos decide prendar, não com uma amostra, mas com uma verdadeira overdose do universo de Star Trek, moldada nas escolhas de personagem que fazemos. A variedade é muita e, por isso mesmo, pode ser algo confusa para quem começa e nunca jogou um MMO antes. Há muita informação sobre atributos da espécie que escolhemos e também de características específicas à espécie. Para um iniciado nestas andanças, a escolha provavelmente vai resumir-se à espécie que mais apelar, mas os mais “hardcore” provavelmente irão passar um bom bocado a analisar todas as vantagens e desvantagens de cada característica.

Para ser perfeitamente sincero, ao início não me senti dentro de um mundo Star Trek. Senti-me dentro de mais um mundo virtual, seguindo as ordens ditadas pelos NPCs, como se estivesse a jogar single-player. Vamos encontrando outros jogadores e o chat está repleto de pedidos de ajuda e de conversa, mas faltava ali um certo elemento x para destacar este MMO dos outros. Terminados os tutoriais, o jogo ganha outra dimensão e aí sim, já nos sentimos dentro de Star Trek. Gradualmente vamo-nos apercebendo das possibilidades que nos são oferecidas e lá partimos à conquista de reputação por esse universo fora. Devo admitir, a certa altura já me encontrava a recitar a célebre introdução de James T. Kirk na série original, enquanto a minha nave entrava em velocidade warp.

As missões reflectem bem o espírito deste universo, se bem que desviam-se do intuito das séries em explorar temáticas sensíveis da nossa humanidade e adaptam uma aproximação semelhante à que J.J. Abrams tomou no mais recente filme Star Trek. Destaque para a parte do combate. Temos dois tipos: o no solo, onde assumimos um papel muito mais activo e militar; e o espacial, onde comandamos a nossa nave num modo mais de estratégia. Sozinhos ou emparelhados com amigos, há um pouco para todos os gostos. Pessoalmente, preferi muito mais o espacial: toda a gestão da nave, o controlo da distribuição de energia, o uso dos nossos recursos, o simples posicionamento da nave para aproveitar os escudos mais carregados enquanto largamos o nosso armamento contra o inimigo… no geral, uma pérola.

Tanto a nossa personagem como a nossa nave e os nossos oficiais de serviço (a escolha dos mesmos é parte integrante da experiência, onde podemos escolher oficiais que preencham falhas nossas ou que fortaleçam os nossos pontos fortes) são modificáveis para se tornarem melhores e a boa gestão destes recursos vai fazer a diferença de um Capitão medíocre para um Capitão excepcional.

No entanto, nem tudo são rosas e a interacção com o ambiente, por ser extremamente simples, torna-se algo entediante: o uso recorrente da tecla F para interagir com tudo, desde portas a aparelhos, passado por acções entre naves (no tutorial, a evacuação de tripulantes de uma nave é feita ao aproximar-se dela e… carregar em F) torna-se mesmo muito enfadonho e simplista. Tendo passado pela experiência de Star Trek: Bridge Commander, ansiava por esse tipo de controlo ou pelo menos algo semelhante, algo elaborado. Este pareceu-me demasiado simples.

Infelizmente, restrições de tempo não me permitiram testar a facção dos Klingon que, segundo sei e consta, focam mais na componente PvP (player versus player, jogadores em acções contra jogadores, em contraste com PvE, player versus environment, onde as acções são contra NPCs) do que a facção da Federação.

Resumindo, penso que temos aqui um pequeno diamante em bruto. Digo em bruto porque, apesar de captar o espírito necessário para chamar a playerbase certa, ainda há muitas arestas por limar. Vi texturas que poderiam ser muito mais polidas (particularmente em alguns planetas vistos do espaço), vi janelas de conversação com NPCs que teimosamente (e irritantemente) aparecem sempre a ocupar o meio e 1/3 do ecrã, que nos priva da visão central até fechar a janela, entre outros detalhes mais pequenos… nitpicks. Para não falar de todo o conteúdo que falta explorar e que estava vedado na beta!
Se este beta test me convenceu a comprar o jogo quando ele sair? Embora esteja longe da vontade necessária de comprar a subscrição vitalícia (nem a hipótese de jogar como Borg me convence), fiquei seriamente intrigado na forma como este jogo vai evoluir e, enquanto Trekkie no coração, a minha pseudo-vocação de Capitão de uma nave espacial apela-me a vestir a camisola mais dourada que encontrar, sinalizar o piloto, sair da estação espacial e ordenar warp máximo.

“To bodly go where no one has gone before!”

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