Metal Gear Solid: Peace Walker
Tenho enorme gosto pelos trabalhos do Hideo Kojima, tudo o que ele faz é sempre sinónimo de qualidade, mesmo até nos seus piores momentos.
Quando toca ao Metal Gear, a sua obra mais prestigiada, o homem procura sempre em fazer um jogo cada vez mais elaborado na série com a evolução das tecnologias. O resultado é que estes vão ficando cada vez mais complexos, não até ao ponto de tornar a tarefa de os jogar mais num trabalho de que propriamente numa diversão, mas sim no de os tornar numa experiência diferente e refrescante.
Entra Metal Gear Solid: Peace Walker, o mais recente Metal Gear a ser lançado na portátil da Sony e dos poucos nesse âmbito que fazem parte da história principal da saga. Peace Walker segue muitas das filosofias que tinham sido criadas em Portable Ops e aprofunda-as para conceber uma experiência de jogo longa e duradoura com um elevado nível de personalização em termos de mecânica.
Em termos de mecânicas de jogo generalizadas, Peace Walker adopta ainda os esquemas de stealth e combate provenientes de Portable Ops, e ainda atira com uns poucos sais de jogabilidade que marcaram Metal Gear Solid 4, como é o caso de um sistema de combate profundo denomidado de CQC, que oferece amplas possibilidades de combate corpo a corpo ao jogador. Os comandos de jogo foram bem melhorados relativamente a Portable Ops, havendo agora a opção de seleccionar três esquemas diferentes para que o jogador se sinta mais confortável.
Tal como havia referido, Peace Walker aprofunda em muitos dos conceitos de jogo que tinham sido criados em
Portable Ops. Infelizmente, muitos destes acabam por tornar o jogo demasiado complicado e talvez até demasiado fora do que muitos estão habituados em Metal Gear.
O sistema de equipas regressa uma vez mais para varias tarefas como manutenção de recursos, um sistema de criação de equipamento profundo, e até assistência médica. Prisioneiros de guerra resgatados durante as missões poderão ser agora assinalados a novas áreas de serviço no quartel-general como uma cantina, de modo a se poder garantir a nutrição dos soldados e assegurar que a sua moral não desce ao ponto de desejarem abandonar o jogador. Pessoalmente, é aqui onde eu creio que o Kojima tomou demasiada liberdade em alargar as mecânicas de jogo, uma vez que a suposta melhoria deste sistema de equipas força e pressiona o jogador a tomar conta do seu exército em vez de conseguir desfrutar da experiência de jogo geral nas calmas.
A história principal decorre através de missões em vez de um vasto campo de jogo como nos seus antecessores caseiros (Metal Gear Solid 2 e 3), e ainda existem missões opcionais. As missões (sejam elas parte da história ou opcionais) podem ser repetidas as quantas vezes o jogador desejar de modo a que este possa resgatar prisioneiros de guerra que não tinha descoberto, planos de construção para novos equipamentos, ou até para obter mais recursos ou aumentar os seus níveis de experiência em armas. Sim, em Peace Walker, o jogador terá de passar uns bons bocados do seu tempo a fazer um uso bastante frequente do seu equipamento de modo a fazer level-up com ele de modo a tornar a dificuldade de todo o jogo em algo bem mais equilibrado.
É de notar também que, grande parte das missões em geral podem ser jogadas em co-op com outros jogadores, o que se torna muitas vezes numa mecânica vital de jogo e a chave para o sucesso em muitas delas. Tirando o co-op, o jogador pode realizar partidas versus com outros.
A presença de cutscenes interactivas revelam ser uma adição interessante ao jogo. Apesar de preferir umas cutscenes in-game do que em estilo banda-desenhada, estas afiguram-se não só como um elemento de jogo interessante, mas também artisticamente cativantes.
O jogo é muito possivelmente um dos poucos com a melhor apresentação gráfica na PSP. Tudo nele, desde os personagens até aos ambientes de jogo possuem um nível de detalhe bastante activo e detalhado, dando a sensação de que tudo no jogo tem vida e que nada parece ficar fora do real.
Já com o departamento sonoro é a mesma história, oferecendo uma composição sonora de uma qualidade exuberante
e uns efeitos sonoros com aquele nível de qualidade e realismo que sempre deixou a série se parecer como um verdadeiro campo de batalha.
Metal Gear Solid: Peace Walker complica desnecessariamente, mas apesar disso, continua a ser um jogo de categoria que não só puxa a PSP aos seus limites como presta também bom rendimento ao dinheiro dos jogadores com a sua longevidade e imensidão. Mas aviso desde já, que este Metal Gear não é nada amigável para os que se encontram habituados para os das consolas caseiras, este aqui é mais para uma audiência que ficam acima do simples hardcore.
Metal Gear Solid: Peace Walker para a Sony PSP foi produzido pela Kojima Productions para a Konami, e é distribuído em Portugal pela Ecofilmes, que nos disponibilizou um exemplar para análise.




























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